sexta-feira, dezembro 15Saúde. Gestão e Consultoria

Na Drogaria: Um surto chamado Febre Amarela

Na Drogaria: Um surto chamado Febre Amarela
5 (100%) 1 vote
Mosquito Aedes Aegypti
Mosquito Aedes Aegypti

O que é: A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti.

Entre as causas desse surto podemos citar: maior circulação do vírus, mudanças de clima (o que favorece a proliferação dos mosquitos transmissores da forma silvestre), desmatamento e está em estudo se uma das causas não seria o rompimento da barragem em Mariana (MG).

Sinais/sintomas: os principais são restritos em febre, icterícia, dores de cabeça, fraqueza, perda de apetite, dores musculares, náuseas e vômitos.

Em casos mais graves da doença, pode aparecer: retorno da febre alta, sangramento pelas mucosas, urina escura, dores abdominais intensas, problemas cardíacos, renais e hepáticos fatais.

Em geral, os sintomas desaparecem entre 4-7 dias após exposição.

 

Diagnóstico: O diagnóstico da febre amarela é feito com base nos sintomas, histórico médico e de exposição a mosquitos possivelmente infectados.

Caso o médico suspeite de febre amarela, existe um exame de sangue que pode detectar a presença do vírus ou de anticorpos que indiquem sua infecção anterior.

 

Tratamento: o tratamento se restringe em aliviar os sintomas. A orientação é muito repouso, ingestão de muito liquido e utilizar analgésicos leves nos casos de dores no corpo ou dores de cabeça.

Vale ressaltar que neste caso, não se deve ingerir em hipótese alguma algum medicamento que contenha Salicilatos (AAS, Aspirina), pois estes aumentam o risco de hemorragia.

 

Profilaxia: os principais cuidados são: uso de repelentes e prevenir de todas as formas a proliferação do mosquito com simples medidas: evite o acúmulo de água, coloque areia nos vasos de plantas, coloque desinfetante nos ralos, limpe as calhas, uso de inseticidas e larvicidas, Seja consciente com seu lixo, coloque tela nas janelas.

 

Vacinação: a vacinação contra a febre amarela é recomendada para uma grande área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, principalmente para indivíduos não vacinados e que se expõem em áreas de mata, onde o vírus ocorre naturalmente. A vacina está recomendada nas ações de rotina dos programas de imunizações (Calendário Nacional de Vacinação). A vacina febre amarela é eficaz e segura. Entretanto, eventos adversos podem ocorrer, como reações locais e sistêmicas, tais como febre, dor local, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor no corpo), dentre outros. Atenção especial deve ser dada quando, após administração da vacina de febre amarela, a pessoa apresentar dor abdominal intensa.

Está contra-indicada nos seguintes casos:

  • Crianças com menos de 6 meses de idade.
  • Pacientes com imunossupressão de qualquer natureza, como:

–  Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 <200 células/mm3 ou menor de 15% do total de linfócitos, para crianças com menos de 6 anos de idade.

– Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores).

–    Pacientes submetidos a transplante de órgãos.

–    Pacientes com imunodeficiência primária.

–    Pacientes com neoplasia.

  • Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina).
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

Lembrando que esta doença como tantas outras transmitidas pelo mesmo vetor, podem ser evitadas principalmente com o trabalho e conscientização da própria população em evitar a proliferação do mosquito transmissor.

Faça você também a sua parte!

Artigos relacionados

The following two tabs change content below.
Farmacêutica generalista, Pós Graduada em Cosmetologia Clínica pelo Instituto IPUPO e Pós Graduada em Farmacologia Clínica pela UCDB. Trabalhou durante 7 anos em farmácias (drogaria e manipulação) de onde carrega larga experiência no atendimento à clientes, dispensação de medicamentos, atenção farmacêutica e treinamento de colaboradores. Também lecionou durante 7 anos em cursos técnicos na área de saúde além de coordenação. Atualmente é coordenadora da Comissão Técnica no CRF/Piracicaba e Farmacêutica Clínica - Hospitalar no Hospital dos Fornecedores de Cana/Piracicaba.

Comentários

comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.