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Na drogaria: você sabe o que é uma receita de emergência?

Na drogaria: você sabe o que é uma receita de emergência?
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Receita de emergência: quais os procedimentos necessários?

Receita de emergência como proceder
Receita de emergência como proceder

Em 1998, a ANVISA aprovou a Portaria SVS/MS nº 344/98, que determina o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, onde são estabelecidos procedimentos visando o combate ao uso indevido de produtos controlados, que pode levar a dependência física ou psíquica entre outros agravos à saúde da população.

O Brasil está entre os maiores consumidores de medicamentos controlados do mundo e o segundo maior consumidor de anfetaminas.

Para que os mesmos possam ser comprados, os prescritores – médicos (CRM), dentista (CRO) e o veterinário (CRMV) precisam prescrever os mesmos em receituários de controle especial ou na notificação (tudo depende da classe do medicamento prescrito); com ele, o paciente se dirige a farmácia e realizada a sua compra.

Já aconteceu com você? Em algum dia de trabalho na sua farmácia, um prescritor chegou e solicitou um medicamento controlado e não possuía receita para sua compra?

E ai, o que você fez?

Neste caso, podemos fazer a RECEITA DE EMERGÊNCIA!

E como fazê-la?

Segue abaixo o passo-a-passo de como proceder com uma receita de emergência:

  1. Solicitar ao prescritor a apresentação de sua identidade profissional (não vale aqui RG, CPF, carimbo e demais);
  2. Após identificar que o mesmo é um prescritor, entregar ao mesmo uma folha não oficial (pode ser uma simples folha de sulfite em branco);
  3. Pedir ao prescritor que preencha os seguintes dados;Dados necessários para preenchimento de receituário de emergência:

    Nome do paciente (lembrando que não pode ser ele mesmo ou familiares – questão ética), nome do medicamento, posologia, assinatura, carimbo (no caso de não estar com este, pode escrever a próprio punho o CR) e a justificativa do caráter de dispensação emergencial.

Vale lembrar que o farmacêutico deve dispensar a menor quantidade possível do medicamento!

Combinar com o prescritor a possibilidade de troca pelo receituário correto. Caso não seja possível, o farmacêutico tem o prazo máximo de 72 horas para levar até a Vigilância Sanitária local do município e solicitar o visto do fiscal;

O farmacêutico deverá guardar a receita de emergência junto com as demais, bem como armazená-la pelo período de 5 anos.

Todo profissional farmacêutico deve se orientar com sua Vigilância Sanitária sobre este procedimento, pois cada município costuma impor regras a este procedimento.

Ficou alguma dúvida? Escreva-nos!

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Farmacêutica generalista, Pós Graduada em Cosmetologia Clínica pelo Instituto IPUPO e Pós Graduada em Farmacologia Clínica pela UCDB. Trabalhou durante 7 anos em farmácias (drogaria e manipulação) de onde carrega larga experiência no atendimento à clientes, dispensação de medicamentos, atenção farmacêutica e treinamento de colaboradores. Também lecionou durante 7 anos em cursos técnicos na área de saúde além de coordenação. Atualmente é coordenadora da Comissão Técnica no CRF/Piracicaba e Farmacêutica Clínica - Hospitalar no Hospital dos Fornecedores de Cana/Piracicaba.

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